palavras ditas a medo
04 agosto, 2014
13 julho, 2014
Estranho ser que me habita
escrito enquanto ouvia "Ólafur Arnalds - Broken"
Lembro o ser que costumara habitar em mim... Inundada de
enormes sonhos e gargalhadas imparáveis.
A nostalgia de coisas já passadas, já vividas e, agora,
apenas relembradas.
Esta saúde minha, de quem doente está. Dores de vida. De
vida pouco aproveitada, sem dó, sem vontade alguma. Vida de amor; de amor
demais, que não ama nem conhece o significado do só porque sim.
Vida esta em que nos perdemos, ou aprendemos algo. De um
cérebro que transborda sentimentos estranhos em que é difícil controlá-los…
confesso.
E tudo o que não adianta, é ter esperança. Daí toda a vida triste que levo e que não me
preocupa. Daí as noites vadias, o fumo que me envolve, a música alta e antiga e
o cheiro de livros também estes antigos; porque o antigo me fascina e porque
este presente não me deslumbra. Daí o sentir-me tristemente sozinha, e
estranhamente diferente. Por ingenuamente, dar valor ao que é negado.
No deserto que me acompanha, deito-me melancolicamente no
chão e, forçadamente respiro… Desgosto o dos meus pais, se assim não fosse.
Espero e deixo que a luz entre pelas cortinas e me rejuvenesça a alma, para
que, talvez um dia, consiga voltar a ser inocente e, por mais um curto espaço
de tempo, feliz.
Incrivelmente longe
Encontrei-te, em tempos. E guardei-te no coração.
És a voz que todos os dias me abandona, mas que continuo a
ouvir. Os braços que me soltam e que ainda sinto. O cheiro que subitamente
desaparece e que ainda consigo distinguir.
Estás sempre e terrivelmente, longe… Tão distante de mim.
Tão diferente de mim. Mas tão apaixonado por mim.
In O Teu Livro
Meu anjo
Não venhas tu, meu amor
curar-me as feridas da alma,
porque magoar eu não quero
esse límpido olhar que me acalma.
Beija-me e diz-me
que é assim que de mim gostas,
e já consigo ver as asas
que te nascem secretamente nas costas.
Volta e adorna-me o corpo,
diz-me que ninguém mais amarás
Dar-me-ias assim a vida,
Que tanto me satisfaz.
In O Teu Livro
Outro declínio
É o teu rosto que vejo sempre nos meus sonhos; e espero-te, mas tu nunca não apareces. Foges-me.
Por favor, cura-me esta saudade…
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