13 julho, 2014

Estranho ser que me habita

escrito enquanto ouvia "Ólafur Arnalds - Broken"


Lembro o ser que costumara habitar em mim... Inundada de enormes sonhos e gargalhadas imparáveis.
A nostalgia de coisas já passadas, já vividas e, agora, apenas relembradas.
Esta saúde minha, de quem doente está. Dores de vida. De vida pouco aproveitada, sem dó, sem vontade alguma. Vida de amor; de amor demais, que não ama nem conhece o significado do só porque sim.
Vida esta em que nos perdemos, ou aprendemos algo. De um cérebro que transborda sentimentos estranhos em que é difícil controlá-los… confesso.
E tudo o que não adianta, é ter esperança. Daí toda a vida triste que levo e que não me preocupa. Daí as noites vadias, o fumo que me envolve, a música alta e antiga e o cheiro de livros também estes antigos; porque o antigo me fascina e porque este presente não me deslumbra. Daí o sentir-me tristemente sozinha, e estranhamente diferente. Por ingenuamente, dar valor ao que é negado.

No deserto que me acompanha, deito-me melancolicamente no chão e, forçadamente respiro… Desgosto o dos meus pais, se assim não fosse. Espero e deixo que a luz entre pelas cortinas e me rejuvenesça a alma, para que, talvez um dia, consiga voltar a ser inocente e, por mais um curto espaço de tempo, feliz.

Incrivelmente longe


Encontrei-te, em tempos. E guardei-te no coração.
És a voz que todos os dias me abandona, mas que continuo a ouvir. Os braços que me soltam e que ainda sinto. O cheiro que subitamente desaparece e que ainda consigo distinguir.
Estás sempre e terrivelmente, longe… Tão distante de mim. Tão diferente de mim. Mas tão apaixonado por mim.

In O Teu Livro

Meu anjo


Não venhas tu, meu amor
curar-me as feridas da alma,
porque magoar eu não quero
esse límpido olhar que me acalma.

Beija-me e diz-me
que é assim que de mim gostas,
e já consigo ver as asas
que te nascem secretamente nas costas.

Volta e adorna-me o corpo,
diz-me que ninguém mais amarás
Dar-me-ias assim a vida,
Que tanto me satisfaz.

In O Teu Livro

Outro declínio


É o teu rosto que vejo sempre nos meus sonhos; e espero-te, mas tu nunca não apareces. Foges-me.
Por favor, cura-me esta saudade…


22 junho, 2014



És o amor que não quero esquecer.
Um amor tão grande, tão forte. Incapaz de se esquecer.

Um amor que não desvanece, nem perde nunca, a emoção.

                                                                                    in O Teu Livro

07 março, 2014

25 fevereiro, 2014

Fevereiro


                      


             
     
Por: Henrique Ferreira