escrito enquanto ouvia "Ólafur Arnalds - Broken"
Lembro o ser que costumara habitar em mim... Inundada de
enormes sonhos e gargalhadas imparáveis.
A nostalgia de coisas já passadas, já vividas e, agora,
apenas relembradas.
Esta saúde minha, de quem doente está. Dores de vida. De
vida pouco aproveitada, sem dó, sem vontade alguma. Vida de amor; de amor
demais, que não ama nem conhece o significado do só porque sim.
Vida esta em que nos perdemos, ou aprendemos algo. De um
cérebro que transborda sentimentos estranhos em que é difícil controlá-los…
confesso.
E tudo o que não adianta, é ter esperança. Daí toda a vida triste que levo e que não me
preocupa. Daí as noites vadias, o fumo que me envolve, a música alta e antiga e
o cheiro de livros também estes antigos; porque o antigo me fascina e porque
este presente não me deslumbra. Daí o sentir-me tristemente sozinha, e
estranhamente diferente. Por ingenuamente, dar valor ao que é negado.
No deserto que me acompanha, deito-me melancolicamente no
chão e, forçadamente respiro… Desgosto o dos meus pais, se assim não fosse.
Espero e deixo que a luz entre pelas cortinas e me rejuvenesça a alma, para
que, talvez um dia, consiga voltar a ser inocente e, por mais um curto espaço
de tempo, feliz.