13 julho, 2014

Meu anjo


Não venhas tu, meu amor
curar-me as feridas da alma,
porque magoar eu não quero
esse límpido olhar que me acalma.

Beija-me e diz-me
que é assim que de mim gostas,
e já consigo ver as asas
que te nascem secretamente nas costas.

Volta e adorna-me o corpo,
diz-me que ninguém mais amarás
Dar-me-ias assim a vida,
Que tanto me satisfaz.

In O Teu Livro